Jornalistas sabem que não é fácil fazer coberturas ao vivo, mas o
trabalho de Cecília Malan (foto), correspondente da Rede Globo em Paris na cobertura
dos recentes ataques extremistas, tem chamado atenção nas redes sociais
e também entre seus colegas. Tudo porque é nítido o nervosismo da
repórter no ar. Durante uma das entradas no "Jornal Hoje" a âncora se
mostrou assustada e por vezes olhava ao redor, alegando que qualquer
barulho já deixa a todos tensos. Da mesma maneira, o modo como
transmitiu as notícias, de forma lenta e excessivamente pausada,
enquanto traduzia direto do celular, pareceu estranho a quem assistia.
Em outro momento, confessou: "Nunca ouvi um tiro em toda a minha vida". E
também se queixou da falta de internet.
Cecília Malan faz um bom trabalho como correspondente, sim, mas não
se pode negar: não tem experiência em coberturas desse porte e, neste
caso, faz toda a diferença. Marcos Uchoa, Sonia Bridi, Zileide Silva,
Helter Duarte fariam diferente.
No estúdio, Evaristo Costa parecia ansioso e acabou se atrapalhando algumas vezes.
No "Jornal Nacional", a repórter justificou. "Pavor. Jamais imaginei que faria uma cobertura de tiroteio em Paris".
É fácil criticar estando de casa digitando em notebooks, PCs na mais absoluta calma. Será que alguns desses jornalistas que estão criticando o trabalho da Cecília Malan conduziria melhor a transmissão ao vivo estando na linha de tiro como ela estava?