terça-feira, 19 de agosto de 2014

Rede Globo manda repórteres omitirem nome do Templo de Salomão

A direção de jornalismo da TV Globo determinou a repórteres, editores e apresentadores que omitam, sempre que possível, o nome do Templo de Salomão, obra faraônica da Igreja Universal do Reino de Deus, inaugurada na zona leste de São Paulo no último dia 31 após consumir R$ 680 milhões. A Igreja Universal é liderada por Edir Macedo, dono da Rede Record.
Em reportagem no telejornal "Bom Dia São Paulo" desta terça-feira (19), sobre um acidente entre um ônibus e um carro, ocorrido em frente à igreja durante a madrugada, a emissora se referiu ao templo apenas como "templo evangélico".
Em um link ao vivo, a repórter Andressa Rogê falou duas vezes que "o ônibus ficou preso na grade do templo evangélico". Nas imagens, o templo quase não apareceu. A reportagem se limitou a relatar problemas de trânsito.
O Notícias da TV apurou junto a profissionais da Globo que não existe uma proibição para citar o Templo de Salomão, mas há uma orientação para só falar o nome da igreja "quando realmente for necessário". Procurada, a Comunicação da Globo se limitou a confirmar que não há proibição de citar o nome da igreja.
A Globo foi extremamente "econômica" na cobertura da inauguração do templo. Não houve nenhum registro nos telejornais de rede, apesar de ser uma igreja para 10 mil pessoas sentadas, quatro vezes maior do que a Basílica de Aparecida.
No "Bom Dia São Paulo" de 1° de agosto, a emissora dedicou apenas 27 segundos para informar a inauguração, que teve as presenças da presidente Dilma Rousseff e do governador Geraldo Alckmin. As imagens eram reprodução de transmissão da própria Igreja Universal e a narração era em off (sem o repórter aparecer).
Por volta das 4h da manhã desta terça, um ônibus bateu em um carro, atravessou uma cerca e invadiu a frente do templo, sem atingi-lo.

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