
Está em andamento na Rede Globo um modelo de redução de custos e
otimização de produção que mexe diretamente com o vínculo empregatício
no canal. Assim como já acontece com atores, a emissora pretende
estender o seu modelo de contrato “por obra” para alguns autores e
diretores que, até então, eram contratados fixos do canal.
O primeiro a integrar esse time é Marcos Schechtman. O último
trabalho do diretor na emissora foi “Salve Jorge” (2012). O contrato
fixo dele com o canal não foi renovado, e agora Schechtman será
contratado apenas por obra. Outro que pode integrar esse time é Luiz
Fernando Carvalho, que há anos sonha em deixar de ser exclusivo da Globo
na TV, para poder executar trabalhos para outros canais, como a HBO.
A Folha apurou que o departamento de Planejamento e Gestão da
emissora está avaliando contratos de autores e diretores da Globo,
analisando os históricos desses profissionais durante os últimos dez
anos. Os menos produtivos e aqueles que quiserem poderão ganhar contrato
por obra com o canal. Assim, eles passam a ser convidados para atrações
específicas na Globo ou podem apresentar projetos que serão avaliados
pela emissora.
Procurada, a Globo não comenta o assunto.
Cadeiras
Manoel Martins, diretor de entretenimento da Globo, vai deixar o
cargo no final do ano. Vai se aposentar. Carlos Henrique Schroder,
diretor geral da emissora, pode acumular a função.
Na Globo, há quem acredite que
futuramente Schroder cuidará só do entretenimento no canal, e Paulo
Marinho, 37, neto de Roberto Marinho, assumirá a direção geral da
emissora. O jovem já trabalha nas empresas da família.