A Rede Globo tem passado por necessários ajustes em vários setores, que
por dezenas de anos – talvez desde o seu começo - se acostumaram a
trabalhar de uma forma que não mais se ajusta aos dias atuais.
O
custo Globo, que envolve o setor de produção como um todo, sempre foi
exagerado. Lembro de uma vez, gravação do "Fantástico", quando
resolveram colocar uma orquestra sinfônica dentro da igreja da
Consolação, em São Paulo. Foram três dias de trabalhos ininterruptos,
envolvendo cerca de 500 e tantas pessoas, além de equipamentos e
caminhão alugado da TV Gazeta, para se exibir alguma coisa próxima de 15 ou
20 segundos no domingo seguinte. A direção atual tem se empenhado em
acabar com tais distorções e desnecessários exageros, que em nada
interferem no resultado final.
Hoje as atenções da sua alta
cúpula estão voltadas para o setor artístico, no sentido mais amplo. Por
exemplo, o banco de atores, à disposição da teledramaturgia, será
reduzido ao mínimo indispensável, assim como as gravações de novelas no
exterior, que na maioria das vezes não têm maior razão de ser. Entre
outras providências.
Os tempos de agora são outros e exigem os dois pés no chão, algo que também a Globo será forçada a colocar.